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Capital de Giro – fique de olho na liquidez do caixa de sua empresa e se for preciso recorra a um empréstimo!

Você já deve ter se perguntado qual o motivo que leva a tantas novas empresas a quebrarem. Isso se deve a uma combinação de diversos fatores operacionais e decisões que infelizmente não deram certo, mas que podem ser resumidas no seguinte: tiveram problemas na capacidade de pagamento de seus compromissos, ou na liquidez de seu capital, em outras palavras, com o Capital de Giro.

O Capital de Giro, em todas as empresas, é formado pela soma de seus recursos em caixa e em bancos, além dos estoques que mantém. No dia a dia das empresas, o Capital de Giro costuma oscilar, influenciado por fatores como contas a receber, caixa disponível, contas a pagar, prazos de recebimentos de pagamentos e volume de vendas, à vista ou a prazo.

Quando uma empresa precisa aumentar seu Capital de Giro, para saldar seus compromissos, pode lançar mão de diversas fontes, como o desconto de cheques, o aumento dos lucros ou com empréstimos e financiamentos. O Capital de Giro também pode ser ampliado quando são gerados mais lucros, desde que sejam reinvestidos na empresa, com mais investimento de capital.

A necessidade de Capital de Giro aumenta quando aumenta o volume de vendas, para reposição de estoques. Também isso acontece quando os prazos de pagamento são reduzidos e com a ampliação das vendas à prazo, que diminuem a liquidez de caixa da empresa. Se forem registrados prejuízos, desequilíbrio na distribuição de seus lucros ou compra de algum equipamento, o seu Capital de Giro vai diminuir. O saldo líquido de caixa precisa permanecer positivo, com ao menos 30% do valor necessário para manter a empresa funcionando, ou “girando”.

Muitas vezes o único meio de manter esse saldo líquido do caixa é recorrer aos bancos por meio de empréstimos, que vão garantir as atividades da empresa, seus estoques e seus equipamentos. O capital investido na empresa geralmente não pode ser mobilizado no seu dia-a-dia, ele é chamado de Ativo Fixo e essa é a razão da necessidade de se recorrer ao auxílio externo para o giro operacional.

O empréstimo faz com que aumente o Capital de Giro de uma empresa e na medida em que ela se expande, aumenta a necessidade de Capital de Giro. Isso explica porque um grande número de empresas fecha suas portas nos primeiros anos de suas atividades, quando seu Capital de Giro não manteve a liquidez do caixa para o pagamento de seus compromissos e não houve a decisão de buscar outras fontes de financiamento ou empréstimo que fornecessem o suporte necessário. Assim, elas não apenas não cresceram, mas simplesmente quebraram.

É por esse motivo que o Capital de Giro oferece um desafio para o dia-a-dia de uma empresa, merecendo a maior atenção de seus responsáveis. Ele tem que ser considerado quando se toma decisões, desde a compra de matéria-prima até nos preços de venda e na forma de recebimento dos produtos que são vendidos.

Calcular a necessidade do Capital de Giro é uma questão importante para o administrador. Se ele aumentar muito, estará desviando recursos que podem ser aplicados no capital permanente da empresa. Se ele diminuir muito usará a capacidade de operar as vendas do negócio. Essa movimentação é percebida com a analise do balanço patrimonial da empresa e um acompanhamento permanente do movimento do caixa. Esse esforço é necessário para que a empresa possa sobreviver.

Se houver problemas com o Capital de Giro o negócio tera que sacrificar seus objetivos a mais longo prazo. Pode-se dizer que o empresário passa a maior parte de seu tempo gerenciando o Capital de Giro para afastar os perigos que ameaçam a sua empresa. Os problemas com o Capital de Giro surgem mais comumente nas situações de queda nas vendas. Mas também podem estar relacionados com um aumento da inadimplência do mercado consumidor. É possível que um aumento dos custos da empresa de combine com uma redução das vendas. Nesse caso o empresário tem que enfrentar uma dificuldade que se não for resolvida pode levar a uma crise maior.

A solução para essas dificuldades comuns com o Capital de Giro é procurar manter uma reserva financeira, que permita gerenciar momentos de mudança e incerteza. Essa reserva precisa prever um grau de proteção para a liquidez da empresa e deve ser uma prioridade para o empresário. Essa reserva pode ser investida no mercado financeiro e seus rendimentos serem aplicados no capital fixo da empresa. Apesar de parecer que a reserva poderia ser melhor aplicada imediatamente nos investimentos da empresa, na verdade ela vai permitir sua expansão futura e sua solidez.

Quando não é possível manter uma reserva financeira para o Capital de Giro deve-se recorrer ao empréstimo bancário, buscando as menores taxas de juros, para que a liquidez seja mantida e as operações da empresa sejam protegidas contra as oscilações do mercado.

Sobre o autor: Regina Di Ciommo

Mestrado e Doutorado em Sociologia pela UNESP – Universidade Estadual Paulista, pós-doutorado em Recursos Naturais com especialização em Ecologia Humana. Pesquisadora da Universidade Estadual da Bahia, em Ilhéus, é professora de cursos de pós-graduação. Autora e coordenadora de projetos de desenvolvimento local e sustentabilidade, nos estados de São Paulo e Bahia.