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Tenha uma ótima leitura!

February 27 2015

Regina Di Ciommo

Proteger o capital de giro é garantia para atravessar a crise econômica e enfrentar a inflação

As análises econômicas estão demonstrando que já no primeiro mês de 2015 a inflação teve alta de 1,24%, superior a dezembro de 2014. Na comparação entre janeiro de 2015 e janeiro de 2014, a inflação foi de 7,14%.

O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, indica que essa foi a maior inflação mensal dos últimos 12 anos. Há 6 meses que a taxa de inflação no Brasil fica acima da meta, estabelecida pelo Banco Central, de 6,5%. A justificativa é de que a seca registrada em vários estados do Brasil e o aumento das tarifas de água, luz e transporte pesaram nesse resultado.

Reflexos para as empresas

Quando o índice de inflação sobe, a preocupação dos empresários também aumenta e isso ocorre mais fortemente entre os responsáveis pelas pequenas empresas. Dentre os mais afetados pela inflação, por possuírem menor poder de pressão e menos recursos para superá-la, estão os que vivem de salários e os pequenos empresários.

Nas pequenas empresas, a inflação afeta a manutenção do estoque, que é parte do capital de giro. O estoque vai se depreciando a cada dia, como efeito da inflação. Ao repor o estoque os preços já são superiores, então, entre as vendas que foram feitas com o valor anterior ao índice inflacionário e a reposição do estoque dos mesmos produtos há um intervalo em que o capital de giro se desvaloriza e não é recuperado imediatamente. O controle do estoque deve ser muito eficaz para que esse intervalo seja o menor possível e os efeitos sejam controlados, ou seja, quanto mais organizada e empresa, menos ela sofre com a inflação.

Uma das consequências da inflação é a alta na taxa de juros, a taxa Selic. O Banco Central toma essa medida, que tem um reflexo imediato nos empréstimos que as empresas fazem para ter capital de giro. O aumento da taxa de juros afeta com mais rigor as pequenas empresas, que ficam em desvantagem por não ter poder de negociação.

Sem poder obter financiamentos e com redução do capital de giro, as empresas têm o seu crescimento diminuído e em alguns casos mais graves, se aproximam da falência. Ou seja, em um cenário de inflação, o crescimento dos negócios diminui.

Algumas medidas para diminuir o impacto da inflação no capital de giro

Como já dissemos, os pequenos e microempresários precisam ficar atentos ao seu estoque e ao capital de giro, sempre que atravessamos períodos de inflação. A cada aumento da inflação em 1%, o reflexo negativo na empresa pode ser de 3% a 5%, segundo os especialistas da Praxis Education.

Estar atento ao estoque não é tarefa fácil e demanda tempo. Os produtos que são vendidos rapidamente não trazem muito impacto negativo, aqueles que são vendidos a médio prazo, com em um mês por exemplo, já tem um impacto da inflação, embora pequeno. Os que levam mais tempo para serem vendidos trazem um impacto inflacionário maior, porque, para serem repostos, vão exigir mais capital. Mesmo que o preço talvez seja repassado ao consumidor, este no período de inflação compra menos, o que acarreta um retorno mais lento do capital de giro investido. Ou seja, o estoque tem que ser planejado para ter um giro rápido, atendendo à demanda do mercado, sem estocar para prazos muito longos.

Para evitar juros mais altos é preciso não recorrer ao banco. Isso pode ser conseguido com planejamento financeiro e investimentos que sejam feitos prevendo os meses futuros, que remunerem a empresa quando há a ameaça de entrar no vermelho.

Poucos empresários costumam poupar e investir o capital para o futuro, Nas ocasiões em que precisa de dinheiro e as contas não fecham há os que usam o caríssimo cheque especial ou descontam cheques pagando taxas altas aos bancos. Descontadas as taxas, o dinheiro que entra não é suficiente para cobrir as necessidades ou para que haja lucro. O planejamento, portanto, é essencial para que a empresa não perca o seu lucro pagando taxas e juros.

Sem dúvida, saber administrar o capital de giro adequadamente é fundamental para que uma empresa consiga se manter. Se não houver um bom planejamento é possível um colapso financeiro, mesmo entre aquelas que aparentemente estão dando lucros consideráveis. As alterações no poder de compra da moeda precisam ser bem avaliadas quando se analisa uma empresa, para se chegar a conhecer sua real situação. Para empresários e investidores, até mesmo a comparação entre capital de giro disponível, durante períodos de tempo diferentes, é afetada pela inflação, o que dificulta a avaliação do negócio.

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